Dengue atinge mais de 3% da população de Paulínia e mantém alerta em 2025
Município registra quase 3,9 mil casos e autoridades reforçam ações de prevenção
A dengue continuou sendo um desafio de saúde pública em Paulínia ao longo de 2025, atingindo mais de 3% da população do município. Dados do Ministério da Saúde apontam o registro de 3.893 casos prováveis da doença, o que corresponde a 3,34% dos moradores.
Apesar de uma leve redução em relação a 2024, quando foram contabilizados 4.325 casos, o cenário segue preocupante e mantém o município em estado de alerta, segundo autoridades da área da saúde.
Maior incidência entre adultos e idosos
O levantamento indica que a maior parte dos casos ocorreu entre adultos em idade economicamente ativa, com destaque para:
mulheres entre 30 e 49 anos;
homens nas faixas de 20 a 29 anos e 40 a 49 anos.
Também houve registros em bebês de apenas um ano de idade, o que indica transmissão dentro dos próprios domicílios.
A população idosa, com mais de 60 anos, concentrou um número expressivo de casos e segue sendo considerada grupo de maior risco para complicações e óbitos decorrentes da doença.
Padrão sazonal se repetiu em 2025
A evolução da dengue ao longo do ano seguiu o padrão sazonal, com crescimento rápido entre as semanas epidemiológicas 8 e 11, período marcado por altas temperaturas e chuvas frequentes. Após esse pico, os registros apresentaram queda gradual.
Em comparação com 2024, quando houve um óbito confirmado, 2025 também registrou uma morte causada pela doença, reforçando a gravidade do cenário.
Prevenção segue como principal estratégia
Mesmo com a redução no número total de casos, as autoridades de saúde reforçam que o combate à dengue exige ações permanentes de prevenção, como:
eliminação de recipientes com água parada;
cuidados redobrados dentro das residências;
procura imediata por atendimento médico aos primeiros sintomas, como febre alta, dores no corpo e mal-estar.
A Prefeitura destaca que a colaboração da população é essencial para conter a circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

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