Mau cheiro volta a incomodar moradores em Paulínia e Sabesp destaca nova estação de tratamento
Cetesb acompanha situação e empresa afirma que unidade moderna entrou em fase de pré-operação
Moradores de diferentes bairros de Paulínia voltaram a relatar forte odor proveniente da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Monte Alegre, problema que tem afetado a rotina da população e gerado reclamações frequentes. Segundo relatos, o mau cheiro chega a invadir residências, dificultando até tarefas simples, como manter portas e janelas abertas.
Diante das queixas, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) confirmou que acompanha o caso e já adotou medidas administrativas contra a concessionária responsável pela unidade.
ETE foi autuada por emissão de odores
Em setembro de 2025, a ETE Monte Alegre foi autuada pela Cetesb por emitir odores acima dos limites permitidos. A concessionária foi obrigada a implementar ações corretivas e, em dezembro, uma nova vistoria foi realizada para verificar o cumprimento das exigências.
O órgão ambiental informou que segue monitorando a situação e não descarta novas sanções, caso as irregularidades persistam.
Nova estação custou R$ 54 milhões
Em nota, a Sabesp afirmou que mantém acompanhamento contínuo da operação da ETE de Paulínia e destacou investimentos estruturais para reduzir a percepção de odores. O principal deles é a construção de uma nova estação de tratamento, anexa à unidade atual, com investimento de R$ 54 milhões.
A nova estrutura foi concluída em dezembro de 2025 e encontra-se em fase de pré-operação, período destinado a testes de equipamentos e monitoramento da eficiência do sistema.
Tecnologia mais moderna e áreas fechadas
De acordo com a Sabesp, a nova estação utiliza tecnologia mais moderna, com estruturas fechadas e enclausuramento das áreas com maior potencial de geração de odores, substituindo o modelo anterior baseado em lagoas abertas.
A empresa reconhece que, em períodos de calor intenso, podem ocorrer episódios pontuais de percepção de odor, mas reforça o compromisso com a melhoria contínua do serviço, a transparência nas informações e o diálogo com a comunidade e os órgãos ambientais.
Fiscalização segue ativa
A fase de pré-operação está sendo realizada de forma gradual, permitindo ajustes técnicos sem pendências estruturais apontadas até o momento. Enquanto isso, a Cetesb segue acompanhando o caso e a população continua orientada a registrar reclamações sempre que o problema for percebido.

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